A aflatoxina ocorre, principalmente, no amendoim e
sub-produtos, no milho, no farelo de algodão, nas nozes em
geral, nas sementes oleaginosas, nos fenos, no sorgo, no feijão e em muitos outros alimentos,
sempre quer ocorram condições favoráveis de
umidade e temperatura. Amendoim O amendoim,na hora do arranquío,
contém cerca de 40% de umidade ou mais. A partir deste momento ele começa a perder umidade numa velocidade
que depende do clima (sol, chuvas, dias nublados etc.)
e da maneira como a planta for disposta no no chão para secar,
se deitada ou embandeirada (com as vagens para cima). Enquanto a umidade estiver acima de 20-22% a atividade metabólica da vagem oferece resistência à penetração
do fungo e o risco de contaminação é praticamente nulo.
Abaixo de 11% (no amendoim
em casca) não há umidade suficiente para
os fungos crescerem e também não há
perigo de contaminação. O intervalo de 22-20 até 11% de umidade é, portanto, o período crítico e se houver demora da secagem
nesta fase, a probabilidade de
contaminação do amendoim será muito grande. Desta
forma, abaixo de 20% de umidade o amendoim deve ser seco o
mais rapidamente possível até 11% e só então ser batido ou
despencado e ensacado, para se evitar o desenvolvimento do Aspergillus
flavus e, consequentemente, que haja contaminação com
a aflatoxina. Nem sempre esta secagem rápida pode ser
conseguida porque, na hora da colheita da safra de maior
volume, que é chamada "das águas" e que ocorre
nos meses de janeiro/fevereiro, às vezes chove muitos dias
em seguida ou há muitos dias nublados o que impede uma
secagem rápida. Outro fator que atrasaa secagem é
a posição deitada em que muitos lavradores colocam o amendoim
após a colheita : nesta posição o amendoim seca muito
lentamente e favorece a contaminação. Além disso, as vagens podem ser enterradas pelas chuvas e, quando isto acontece, a contaminação é quase certa. Embandeirado, o amendoim seca muito mais depressa, corre
muito menos risco de ser contaminado, mesmo chovendo bastante,
e quebra menos na batedura. A prática, amplamente
empregada, de bater e ensacar o amendoim ainda úmido (cerca de 14-18%), é altamente prejudicial. Dentro
do saco o amendoim demora muito para secar e o calor gerado
pela própria atividade do grão, mais o ambiente úmido da
sacaria, são extremamente favoráveis à contaminação. Da
mesma forma o amendoim que, embora seco, for mal armazenado
pode, em época chuvosa (devido à elevada umidade relativa do ar), reumedecer-se e dar condições ao fungo de
crescer, possibilitando a contaminação com aflatoxina.